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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dos laços familiares

Há coisas que me revoltam.
Não percebo quando me dizem:" Ah ele é teu pai...tens que falar com ele." Sim, é meu pai e então? O que isso quer dizer? Justifica o facto de ter desaparecido durante anos porque assim o quis sem dar noticias?? Não se preocupou com a familia, como estamos ou ficamos, assim como agora. Não quer saber de nós, se estamos bem ou não. Sabe perfeitamente que isto está muito difícil de suportar, que estamos a passar muitas dificuldades e não quer saber. Não atende o telefone, é um homem muito ocupado, deve ser. Ah mas é meu pai e eu tenho que o perdoar. Pois mas não o perdoo. Não é por ser meu pai que me vou esquecer do que ele me fez nem das belas prendas envenenadas que me deixou e que ainda estou a pagar por isso. Não vou esquecer de que quando mais precisei dele, ele não estava porque não o quis. Não vou esquecer das opções que ele fez e que me prejudicaram e que me vou lembrar disso até ao fim da vida. Ah mas é meu pai e o que ele fez até agora, para mereçer o meu perdão? Nada. Não tem consciência nenhuma. Aparenta ser alguém que não existe. Mente a toda gente. Há um ano que não falo com ele. Cortei todos os contactos. Tenho-o adicionado na página pessoal do facebook mas é como se não existisse. E o que me revolta ainda mais são as mentiras que conta aos amigos, como se estivesse tudo bem. Sempre o idolatrei e de repente as pessoas mudam, ou sempre foram assim, apenas estavam camufladas, a vida muda e nada é igual. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

 Os meus pais estão em processo de divórcio. Eu, estou em processo de digestão e adaptação. Á custa disso, talvez digerisse melhor, se não tivesse a minha mãe todo o santo dia a questionar-me sobre merdas passadas, sobre certos acontecimentos... Está revoltada, eu mais que ninguém, compreendo isso. Mas caramba, bombardear-me com perguntas e insistir com que eu me recorde de certos episódios...não, obrigada. Certas memórias estão escondidas num lugar do meu cérebro e estão num lugar refundido por alguma coisa, não me quero lembrar. Ás vezes até me esqueço que elas estão lá.
Habituei-me a não ter cá o meu pai tantas vezes como gostaria, visto que ele é emigrante há anos e que vive noutro continente. Até ha uns anos tinhamos uma relação boa, próxima e eu considerava-o mesmo um dos meus pilares. Até que ele me traiu, nos traiu. Deixou de me/nos ligar com tanta frequência, estava sempre incontactável. Basicamente nunca mais apareceu cá, seja nos verões e/ou nos Natais. Eu estive muito doente, tive muitos problemas que tecnicamente foi ele que os causou mas sou eu que os ando a resolver e notícias dele? Zero.
Apareceu cá há 2 semanas. Largou o presente envenenado e ficou tudo bem para ele. Só que enganou-se nas contas.A minha mãe surpreendeu-me desta vez, pela positiva. Foi suficientemente corajosa pra fazer o que já deveria ter feito há Anos! Consegui dizer-lhe tudo o que me ia na alma, tudo o que andava atravessado há muito tempo. A mágoa e a desilusão não desapareceram mas estou aliviada. Ele fez as merdas mas não se livrou de ouvir as minhas palavras. Agora, mais que nunca, é bola pra frente...!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ausências...

Entre trabalhar dia e noite, horários rotativos, atender todo o tipo de pessoas e ter alguns stresses na empresa, conheci um amigo teu. Pelo que a mãe disse é conhecido da tua família há muitos anos. E ele não me teria reconhecido não fosse pelo meu/teu apelido. Que vem escarrapachado no talão de venda. Perguntou-me se sou tua filha. Sim, sou. E aí a inevitável pergunta vinha, a pergunta que muitos me fazem mas que não sei responder. É isso, não sei. Não sei nada de ti há muito tempo. E se até algum tempo mentia e dizia que estava tudo bem, agora depois de todo o sofrimento que me causaste e de todo o desgosto que tenho, estou a cagar-me pra o efeito que a minha resposta tem. Pq o que digo é a verdade. Não falo contigo há muito tempo, há anos que não te vejo. Não sei nada de ti.

Por tudo o que me fizeste, por tudo o que nos fizeste, não te perdoo. Por agora não consigo.
Se até há uns tempos falava de ti com orgulho, agora deixei de falar pq não é isso que sinto. O que sinto é raiva, muita raiva e uma desilusão tão grande que até me assusta.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Mas o que mais pode acontecer?
Quando ainda estou a recuperar dum choque de realidade, quando penso que as coisas estão a ir por um caminho melhor, aparece mais uma merda que destabiliza isto tudo....Mais um choque. Mais um aperto no coração. :(
Estou farta desta merda....Estou farta de andar a resolver os erros que os outros cometem mas como me afectam directamente tenho que ser eu a resolver, caso contrário tenho a minha vida completamente fodida.

Tenho muitas saudades tuas Pai, mas esta merda não se faz. Que tenhas a tua vida fodida é uma coisa, agora atirares-me pra o meio da merda é que não.
Eras a pessoa com quem eu podia sempre contar, mas de repente fechaste-te em copas e está mais que visto que te estás mais a cagar e que o tenho que fazer é desenrascar me sozinha. Belos presentes que me tens dado. Foste pra longe e deixaste tudo pra trás. Não te perdoo. E um dia vou conseguir dizer-te cara a cara, todas as merdas que estão entaladas na garganta. Um dia vou conseguir dizer-te tudo o que me vai na alma.

Dizem que o tempo cura tudo...

mas não é verdade.
Como o tempo cura a saudade que sinto? Os dias, meses, anos passam e a saudade aumenta. Como o tempo cura o buraco que tenho no peito? Como o tempo cura a Ausência de alguém que está distante?
O tempo passa. A saudade sente-se e magooa. E de nada o tempo cura. Só piora.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Não tenho palavras pra expressar a dor que sinto.
E apesar de já andar desconfiada, hoje tive a certeza. E o pior é que soube por outras pessoas que não têm nada a ver com o caso.
Sei como sou e vou precisar de tempo pra digerir.

O que doi mais é o que ficou por dizer, o que está entalado aqui e que não sai.

Desiludiste-me.

Não se faz o que me (nos) fizeste, ao menos eras Homem e assumias mas não, remeteste-te ao silêncio.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Depois de tanta asneiras ainda acredito em ti e depois desiludo-me.
Não deves ter noção do impacto que tens sobre mim.
E se a relação esfriou a culpa é somente tua!
As saudades que tenho tuas e o problema é que tenho tanta coisa entalada pra te dizer e depois não consigo.

Gostava de conseguir não esperar nada das pessoas. Assim de certeza que não sofria tanto!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mais um ano se passou!

E vai mais um ano em que não vens cá. Mais um ano que não te vejo. Mais uma vez em que tenho que fingir que está tudo bem. Quando não está. Há 3 anos que não te vemos! Há 3 anos que passamos o natal sem ti. :/

Não estou com grande vontade pra comemorar o natal, ainda pra mais deu-se-me a trombose na perna e o que mais me apetece é ficar no meu canto mas o importante é o convívio e estou a precisar disso mesmo! De me rodear das pessoas que me querem bem!

Mas nem quero imaginar o filme que vai ser... como estou com a perna inchada duplicadamente..vai ser bonito vai... um esforço sim!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ausência...

Gostava de saber como estás.
Não sei nada de ti. Não sei se estás bem ou se estás mal.
E estou cansada de ligar pra ti e não obter nenhuma resposta. Não retribuis as minhas chamadas e nem os emails. Não percebo.
Preciso de ti. De te ouvir. De te ver. Tenho tantas saudades tuas.

Estás tão diferente que nem te reconheço...

:(